quinta-feira, 13 de maio de 2010

Deu no Estadão: Prefeitura anuncia consórcio que fará projeto da Nova Luz - 11.05.2010


O portal estadão.com.br publicou na tarde desta terça-feira, dia 11 de junho, reportagem dos jornalistas Eduardo Roberto e Gabriel Pinheiro que divulga o resultado do concurso da revitalização da Nova Luz, em São Paulo. Leia na íntegra:

“A última etapa da escolha do consórcio que irá assumir a tarefa de revitalizar a região da cracolândia terminou nesta terça-feira, 11, com a vitória da Companhia City, formado também pelas empresas Concremat, Aecom e FGV. A informação foi confirmada pelo Secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Miguel Bucalem, durante entrevista à TV Estadão nesta tarde.

A licitação ocorreu de forma diferente do que normalmente ocorre em outras processos de concorrência pública na cidade. Desta vez, o consórcio vencedor não apresentou um projeto, mas se mostrou "mais apto" a propor as mudanças para a região, explicou Bucalem.

Segundo o secretário, o projeto final deverá contemplar 50 diretrizes que já foram estabelecidas pela Prefeitura, que promete acompanhar os trabalhos de perto, com reuniões quinzenais com as empresas.

Consulta pública

O cronograma apresentado propõe um prazo de 10 meses para a apresentação do projeto final. Durante os primeiros 4 meses, o consórcio desenvolverá o plano juntamente com a Prefeitura. Após esse período, uma versão preliminar será divulgada e será alvo de consulta pública durante dois meses.

"A participação da sociedade civil, das pessoas que moram e trabalham na área e de especialistas estará garantida", afirmou Bucalem.

Ao final da consulta, o consórcio terá outros 4 meses para finalizar o projeto. Finalmente, haverá nova licitação para escolher as empresas que executarão o plano. "A partir desse projeto haverá uma visão de transformação da área", disse o secretário.”



Eis que chega o tão sonhado dia. Acabo de comprar um terreno, ou um imóvel já pronto, e agora devo iniciar o processo de construção ou de reforma da minha casa. Pois bem, como começar? Quem devo chamar? É o arquiteto? O que ele faz e, principalmente, como ele cobra?
Estas são perguntas bastante comuns para aqueles que desejam se lançar numa construção. Afinal, seja ela feita a partir do zero, ou uma reforma de um imóvel existente, o fato é que o processo exige desembolsos elevados, leva certo tempo para ser executado e demanda muita energia de quem está construindo. Nada mais natural, portanto, do que planejar bem cada passo desta empreitada.
O primeiro profissional que deve ser contatado é o arquiteto. Ele pode auxiliá-lo desde o momento da escolha do terreno, da casa ou do apartamento que você estiver pretendendo comprar. No caso de um terreno, ele vai levar em consideração a insolação, os ventos, os vizinhos, o acesso, os ruídos e o preço da terra, entre outros fatores, para ajudar na decisão sobre qual o melhor lote a ser comprado. No caso de um imóvel existente, o arquiteto analisará o estado da construção, o custo das alterações necessárias, a facilidade ou a possibilidade de se chegar ao resultado pretendido, etc, para escolher a melhor opção de imóvel.
Após a escolha do imóvel, o arquiteto iniciará o projeto arquitetônico com base nas discussões com o cliente. O ideal é que este projeto seja dividido em algumas fases – Indo de uma etapa mais conceitual até o projeto executivo, o detalhamento de todo o projeto – a fim de que as definições sejam feitas de forma madura, evitando assim alterações futuras na obra. É importante lembrar que o projeto nada mais é do que o planejamento de tudo o que vai ser construído na sequência. É no projeto que devem estar assinalados os materiais, os detalhes construtivos, os espaços, a relação entre a construção e o entorno, etc. Gastar o tempo e o dinheiro necessários nesta etapa é a garantia de uma obra bem feita e bem planejada. Fazer alterações em projeto é muito mais barato do que as mesmas alterações já na etapa da obra.
O arquiteto pode ainda participar ou não da construção da sua casa. Quando participa, em geral, ele pode atuar de duas maneiras: fazendo apenas uma fiscalização da execução, com visitas semanais, quinzenais ou mensais para tirar dúvidas de quem estiver construindo; ou fazendo o gerenciamento da obra, um serviço mais complexo e que envolve a contratação da mão de obra, a fiscalização da execução, a compra de materiais, o controle financeiro e do cronograma de obra.

Mas como e quanto os arquitetos cobram?
Há várias formas de cobrar por estes serviços. Para a etapa de projeto, as formas mais comuns são por porcentagem dos gastos, por metro quadrado ou ainda por valor fixo a partir de tabelas que verificam a quantidade de horas-homem necessária para a execução do projeto.
No caso da porcentagem, os valores cobrados variam entre 5% e 10% do valor a ser gasto na obra. Este valor pode ser estimado previamente a partir da área que se espera que a futura residência tenha e do custo por metro quadrado a ser aplicado nesta primeira estimativa de custos. Esta é a forma de cobrança recomendada, por exemplo, pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e ASBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura). O percentual a ser cobrado vai variar de acordo com o profissional, com o tamanho e a complexidade do projeto. A tendência é a de que projetos maiores custem menos percentualmente do que os projetos menores. Em obras muito pequenas, o valor de projeto pode facilmente ultrapassar os 10%.
Os principais jornais publicam regularmente tabelas com as faixas de preço cobrado por metro quadrado por estes profissionais. Neste tipo de cobrança (metro quadrado) o valor independe do quanto será gasto na obra. A desvantagem desse sistema de cobrança é que nem sempre um projeto maior demanda mais trabalho do arquiteto e, consequentemente, não deveria custar mais.
Cobrar o projeto em função da quantidade de horas de trabalho é, a princípio, a maneira mais justa de cobrança. A partir de uma estimativa inicial de trabalho, que ainda contempla custos indiretos, impostos, etc, o arquiteto passa um preço de projeto para o cliente. Este valor independe da área do imóvel ou do quanto será gasto na obra. É efetivamente o custo do projeto. É importante, entretanto, que este valor não varie, além de ser sempre salutar na hora da contratação por este regime de preço, uma comparação do valor cobrado com as porcentagens citadas anteriormente (5% a 10%).


Envolvimento total
Além do projeto, o arquiteto pode se envolver com a obra. No caso de uma simples fiscalização, em que o profissional faz visitas periódicas à construção, normalmente a cobrança é feita em função de horas técnicas. Estima-se uma quantidade de horas por visita e aplica-se um valor por hora, que depende muito da cidade ou região do país. Normalmente, após a visita, o arquiteto prepara um relatório do que foi verificado na obra. As horas para a preparação deste relatório devem também ser consideradas no cálculo.
Por fim o arquiteto pode ainda ser o responsável por todo o gerenciamento da obra. Um trabalho muito mais amplo e com maior responsabilidade. Em geral, este trabalho é também cobrado por porcentagem sobre o valor efetivamente gasto na obra. Essa porcentagem costuma variar de 10% a 17% do total despendido pelo cliente, incluindo materiais e mão de obra. Novamente, quanto maior e mais cara a obra, a tendência é a de que a porcentagem cobrada seja menor. Eventualmente, pode ser cobrado um valor fixo ou ainda por hora por este gerenciamento, mas não é o usual, principalmente em obras residenciais.
O trabalho do arquiteto, portanto, é amplo e pode ser cobrado de diversas maneiras. Converse com o seu profissional para encontrar o modo mais adequado à sua realidade. O valor do projeto pode parecer alto, mas é nele que estarão contemplados e planejados todos os seus desejos e necessidades. O projeto é o produto final, apenas ainda não construído. Um projeto mal detalhado certamente acarretará uma obra mais confusa e cara. Pagar 50% menos por um projeto ruim significa economizar cerca de 3% do valor final da construção para se ter um produto final pior com o qual você terá de conviver por toda a vida. E caso queira vender seu imóvel um dia, ele valerá menos.

AGENDA - ARQUITETURA

Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis – HIS Sustentáveis.

Período de inscrições: 16/03/2010 à 16/07/2010
Entrega dos trabalhos:18/08/2010
Resultado: 17/09/2010V
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III Seminário de Geografia, Turismo e Patrimônio Cultural FE – UNICAMP - 13 e 14 de maio de 2010
http://geografiaturismopatrimonio.wordpress.com
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Mackenzie abre processo seletivo da pós-graduação em arquitetura e urbanismo
Inscrições até 17 de maio de 2010

http://www.mackenzie.br

arquitetura.pos@mackenzie.br
fone: (11) 2114.8792

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Concurso ANPUR/IPEA – 2010
Envio de projetos até 17 de maio de 2010

http://www.anpur.org.br
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Concursos e Prêmios - Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo - 26.01.2010

A VII Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo, que acontece de 11 a 17 de outubro, em Medellín, na Colômbia, está com inscrições abertas para o Concurso Internacional de Ideias sobre o tema “Arquitetura para a integração da cidadania”. O objetivo principal do concurso é promover o debate e a reflexão sobre a repercussão que a produção arquitetônica tem sobre a construção de cada fragmento do tecido urbano, dada sua capacidade para transformar significativamente o entorno, podendo colaborar com a melhora da coesão social e da integração da cidadania.
As inscrições podem ser feitas até 21 de junho. Os trabalhos premiados e selecionados farão parte do catálogo oficial do concurso, e de exposições na internet e durante a VII BIAU.
Mais informações acesse:
http://www.ideasbiau.es/blog